Deslizamento de terra causa soterramento de 5 carros

   
As fortes chuvas que caíram em Natal nas últimas horas acabaram provocando deslizamento de terra e deixando cinco carros soterrados na Avenida Governador Sílvio Pedrosa, na praia de Areia Preta, zona leste de Natal. Um trecho da Via Costeira foi atingido. O acidente aconteceu por volta das 14h de ontem (12), depois de várias horas de chuva, o que deixou o trânsito completamente bloqueado na via e gerou ainda mais transtornos.
De acordo com as primeiras informações, uma equipe do BOPE estava passando no local no momento do deslizamento e ajudou na retirada dos motoristas de dentro dos veículos. Uma motorista que teve o carro soterrado afirmou que precisou sair pela janela do veículo.
O coordenador da Defesa Civil do Munícipio, Paulo César, afirmou que também havia acionado o Exército para auxiliar nos trabalhos.
Equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Ambiental e da Defesa Civil foram até o local para atender a ocorrência, que não deixou ninguém ferido e não atingiu nenhuma casa. Uma retroescavadeira da prefeitura faz a retirada da terra da pista e mais duas, da Urbana, foram solicitadas.
A areia que deslizou era de um terreno localizado em uma ladeira e, após o deslizamento, a lama continuava a descer. O Corpo de Bombeiros afirmou que fará uma análise do local, mas explicou que ainda há possibilidade de novos deslizamentos.
Já em Mãe Luiza, os moradores da Rua Guanabara começaram a ser retirados das casas depois do deslizamento que também atingiu a área.
De acordo com a Defesa Civil, existe risco de desmoronamento, por isso eles tiveram que acionar a Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (SEMTAS) para fazer a remoção dos moradores.
De acordo com o que foi anunciado pela Defesa Civil, os moradores seriam retirados das casas ainda na noite de ontem.
Até o fechamento da edição de hoje do Jornal De Fato, os moradores ainda aguardavam a chegada de equipe da Semtas ao local para orientar e encaminhar os moradores.
Os moradores devem ser mantidos em locais determinados pela secretária até que as chuvas cessem e nova vistoria possa ser feita para que os trabalhos de reparo possam ser feitos nas residências.
Defesa civil quer remover moradores de Mãe Luiza
  As informações repassadas pela Defesa Civil confirmaram que um técnico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi chamado para analisar a situação e definir quantas famílias precisarão ser removidas. Ao mesmo tempo em que a análise era feita, equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social e Trabalho (SEMTAS) procuravam abrigos para as famílias afetadas. Uma das possibilidades apresentadas pela equipe era a de removê-las para o Ginásio Nélio Dias, na zona Norte da capital. No entanto, inicialmente a ideia não agradou aos moradores.
O coordenador da Defesa Civil do Munícipio, Paulo César, afirmou que todos estão se mobilizando para auxiliar os moradores da região. “Tivemos que acionar equipes que não estavam trabalhando para ir ao local. A situação é de risco”, declarou Paulo César. O coordenador da Defesa Civil contou que no bairro de Pajuçara, na zona Norte, também está com uma situação crítica, mesmo que em menor proporção.

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